Inovar é difícil. Só que não!

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Inovação. Parece algo simples. Que de repente se torna extremamente complexo. E lá se vão tempo e dinheiro desperdiçado em cursos, workshops e consultorias que fazem barulho, mas promovem pouca mudança efetiva. Por que isso?

Em primeiro lugar, porque inovação é uma daquelas palavras que viraram mote para todo tipo de interpretação. Cabe de tudo na caixinha de “inovação”, desde que seja algo diferente. E quanto mais diferente, inovador e fora da caixa, melhor, certo?

Não, nada disso.

O professor de Harvard Clayton Christensen fala em dois tipos de inovação: a disruptiva e a incremental. A primeira é aquela que muda completamente as regras do jogo e que ninguém percebe que existe até que ela estoura no mercado e se torna o motor da mudança. Uma inovação disruptiva é o smartphone, que mudou o jeito como nos relacionamos com pessoas, produtos e marcas. Nossa comunicação mudou por causa do iPhone, mas tentar replicar esse sucesso é querer encontrar o pote de ouro no fim do arco-íris. Pode até acontecer, mas é melhor não contar com isso.

O que nos deixa com a inovação incremental. Ela significa dar um passo depois do outro, melhorar produtos e serviços continuamente. É o barbeador que ganhou uma segunda lâmina, e depois uma terceira. É a embalagem que ganha uma ranhura que a deixa mais fácil de segurar. É a tampa da garrafa de cerveja que agora dá para abrir rosqueando. Mudanças sutis, que aos poucos fazem enorme diferença.

Se a inovação disruptiva é um bicho difícil de domar, tenho certeza de que na sua empresa existem inúmeras oportunidades de inovações incrementais. Será que não dá para ganhar uns segundos no caixa? Diminuir um pouco a fila? Organizar melhor os produtos na loja? Fazer uma vitrine diferente?

São mudanças pequenas, que devem ser experimentadas continuamente. Um passo por vez, e você chega longe. Mas é preciso ter disposição para começar e paciência para continuar.

Comece já!

Fonte: http://pequenasquepensamgrande.com.br/2015/09/02/inovar-e-dificil-so-que-nao/

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